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O Poder da Aceitação

Estes não são tempos fáceis para muitos de nós…

É extremamente desafiante sentirmos que as coisas estão a fugir do nosso controlo, que há tanta coisa a ruir se não for na nossa vida, na vida de muitos dos que estão à nossa volta.

Eu já estive muitas vezes e durante alguns anos nesse lugar, de ver tudo a ruir, da escassez financeira, de ver os meus a “caírem”… eu já estive nesse lugar, não sei o futuro mas sei o que é estar ai, ver as faturas a chegar, os telefones a tocar e sem ter como responder, nem tão pouco como saldar as dividas que se iam acumulando… É simplesmente desolador, frustrante e um sentimento de enorme impotência…


Enquanto vivia tudo isso, fui sempre conectando-me com a minha essência, de perceber as mudanças que teriam de ocorrer em mim para que o novo pudesse ocupar o seu lugar.

Intuitivamente, eu sabia que estava a chegar o fecho de um ciclo, estava preparada para o encerrar mas a forma como ia acontecer estava a preocupar-me profundamente.

Aos poucos ia cada vez mais ocupando o lugar de humildade, não era por ter estudado tanto sobre a Natureza Humana e as várias dimensões espirituais que me fazia sentir “mestre” do que quer que fosse… Senti mesmo necessidade de esvaziar o copo…Que lições ou aprendizagens eu precisava de viver… O que a vida estava a espelhar sobre mim própria…


E houve um momento muito especial, o momento em que simplesmente deixei cair os braços, deixei de estar em modo de luta, de resistência, de controlo, de combate… Houve um momento que me rendi e me entreguei com todo o meu coração e alma, não tinha como continuar… E foi no momento que desisti, que me rendi que senti algo a mudar verdadeiramente dentro de mim… senti laivos do novo… Uma Ana mais plena aguardava a integração de tantas partes soltas, de feridas que esperavam este momento para serem verdadeiramente cicatrizadas.



Às vezes é preciso desistir, às vezes é preciso nos rendermos e largar tanta bagagem de crenças, mentiras que contamos a nós mesmas… Uma sensação que não precisamos de sustentar tanta dor….


Apenas nunca desisti de me conectar, às vezes muito zangada com "os lá de cima" , mas nunca desisti de perguntar: "Pai, Em que posso ser útil? Pai, Mãe do Céu, Confortem-me com a vossa luz e iluminem o meu caminho, eu entrego…"

Ainda demorou algum tempo até que eu pudesse ver o novo de forma mais clara, mas naquele momento eu soube, que não estava sozinha apenas precisava de aprender a confiar que no momento certo, tudo se iria clarificar e “arrumar” da melhor maneira.

E assim foi, e assim É!!!!

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©2020, por Carla Pereira

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