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O "reflexo" em Nós do Julgamento

Cada vez mais é importante sabermos o quanto somos responsáveis por tudo o que somos e emitimos. Nada é suficientemente inofensivo.



Cada um de nós traz uma bagagem de experiência, vivências que conduziram a uma determinada forma de olhar para a vida e os outros. Cada um de nós cresceu assimilando um sistema de crenças e condutas do que está certo ou errado e da forma como acreditamos que a vida é, desde a nossa educação.


Há coisas que podemos ser porque somos recompensados e há coisas que é suposto não sermos e automaticamente enviámo-las para o nosso inconsciente, fazendo delas parte da nossa sombra. Como diz Yung: “a sombra é o que escolhemos não ser” o que implica uma identificação.


Cada um de nós olha para os outros através da graduação de uma lente, através da nossa própria miopia. Quando julgamos estamos efetivamente a julgar através da forma como assimilámos a bagagem ao longo do nosso crescimento, e na maioria das vezes, já tão cristalizada e distorcida. E por isso, é que se diz que quando julgamos, esses julgamentos dizem tanto mais sobre nós do que sobre os outros.


Quando sentimos necessidade de julgar através dessa lente, a destruturação do nosso ego é evidenciada. Muitas vezes julgamos pela comparação com os outros. Julgar dá-nos uma sensação ilusória de superioridade ou inferioridade e o ego adora dividir para reinar.

E há tanto mais a falar sobre isto, porque o que emitimos para o mundo, regressa para nós e acaba por se manifestar de alguma forma na nossa vida e isso já a ciência explica. O julgamento depreciativo é uma energia de muito baixa vibração. Por isso, se tem falado tanto no despertar de uma nova consciência humana.


Despertar é reconhecer essa bagagem e saber que não SOMOS essa bagagem.

Despertar é saber agradecer todo o contributo do nosso passado para o nosso crescimento e escolher mudar as lentes e baixar drasticamente a graduação.

Despertar é reconhecer as crenças e a nossa miopia e saber que podemos escolher não nos identificarmos com elas.

Despertar é confiarmos cada vez mais na nossa intuição e no nosso coração, ele sabe reconhecer o que é para nós e o que não é para nós, o que é para nos aproximar e o que é para nos afastar sem elaborar filmes hollywoodescos..

Despertar é aprendermos a refletir sobre a veracidade dos nossos pensamentos e julgamentos.

Despertar é saber que o julgamento através dessa lente contribui para dividirmos, fragmentarmos, desperdiçando o ouro que a vida nos oferece por aquilo que o outro pode estar a revelar sobre nós mesmos, abdicando da consciência que posso estar a projetar para fora o que afinal faz parte de mim, e tornar-me mais una e em paz comigo mesma.

E neste sentido, não é apenas esperar que o mundo mude, que o outro mude, é começarmos nós a compreender o quanto tudo o que Somos e emitimos interfere com o Todo à nossa volta.


O despertar não acontece de um dia para o outro, é um caminho que começa com uma intenção clara para onde queremos ir, independentemente dos labirintos para lá chegar.

A transformação de cada um conduzirá a uma Humanidade muito mais sábia, livre e leve, pois entretanto, fomos largando o peso da nossa bagagem dando lugar a algo que nos permite unir e ascender a uma visão mais autêntica de nós e da VIDA!!

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©2020, por Carla Pereira

para Ana Sofia Lys com Wix

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